sábado, 1 de novembro de 2014

Carta aberta aos colegas dentistas - CHAPA 2


Prezado colega (carta aberta)

Antes de mais nada proponho um desafio a você. Todas as pessoas com quem falei disseram e reafirmaram que dentista não gosta de ler, que dentista não lê. Eu sou dentista (me orgulho disto) e leio e gosto de ler. E escrevo e gosto de escrever. Assim, em desacordo com os que pensam diferentemente, proponho um desafio: que você se disponha a ler este texto (nem tão longo assim) para que possa posicionar-se a respeito dele e do tema abrangido e que possamos discutir a respeito quando a oportunidade se talvez você possa estar sendo tomado de surpresa (como nós, por isto alertamos) que foi marcado para o dia 17 de novembro de 2014 o pleito de renovação do quadro dirigente do nosso Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina. Assim, tomamos a liberdade de entrar em contato para informar sobre a inscrição da CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS, composta por profissionais que atuam diretamente na Odontologia. Não somos professores de cursos de atualização, de especialização ou de faculdades e nos dispomos a trabalhar exclusivamente em prol da nossa profissão.

Nos da CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS não nos descrevemos como oposição. Temos amigos na outra chapa e em todos os rincões de Santa Catarina. Não combatemos alguém em especial. Pretendemos o crescimento da Odontologia e a busca dos dias de gloria vividos por nossa profissão e pelos profissionais de antigamente. 
Com extrema preocupação consideramos que dias nebulosos envolvem o exercício da Odontologia e que nuvens ainda mais escuras aproximam-se. Preocupa-nos em especial o ditado “Pai rico, filho nobre, neto pobre”.

Há muito tempo não temos visto os nossos representantes buscando e ocupando os espaços disponíveis dentro da sociedade. Preocupa-nos que estejamos trilhando caminhos sem volta que, infelizmente, podem nos levar ao ostracismo. Por outro lado, com a mesma preocupação, vemos crescer em número e qualidade os eventos em busca da venda de serviços e na busca do lucro. A labuta nos consultórios encontra-se em visível crise. Os honorários, em franco decréscimo, tornam-se mais e mais aviltantes. Consideramos que o Conselho, as Associações de Classe e os Sindicatos precisam estar alertas para mares revoltos que, mais que se anunciam, se fazem presentes em opressiva realidade.Temos uma certeza quanto ao futuro: a busca de soluções em toda a sociedade democrática vincula-se à escolha de representantes aptos. Propomos a alternativa pelo voto na CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS. 

Neste momento permita-me um momento de personalismo, já que sou o candidato à presidência do CROSC. Formei-me em Odontologia em dezembro de 1978. Sou especialista em endodontia. Sou egresso de escola pública. Tive a honra de ter sido o primeiro colocado para o vestibular de Odonto. Sou também advogado inscrito na OABSC. Fui secretário e posteriormente presidente da ABOSC por quase doze (12) anos. Fui tesoureiro e presidente da Comissão de Tomada de Contas do CROSC por mais de 8 (oito) anos. Atuamos ferrenha e abnegadamente junto com amigos fiéis até o ano de 1994 quando deixei a ABOSC e o CROSC. Na ABOSC deixei tudo pago e mais aproximadamente trinta e cinco mil dólares (naquela época o dólar valia muito) em caixa para a compra do terreno ou para a construção da sede da EAP. Nestes tempos ABO e CRO poderiam ser considerados ricos, organizados e, poder-se-ia dizer, dignos de orgulho. Ambos reconhecidos tanto pela comunidade odontológica quanto pela sociedade em geral. Crescemos com consistência, prospectamos e ocupamos todos os espaços disponíveis e, via de consequência, propiciamos ao cliente de nossos consultórios a segurança de que Santa Catarina tinha, de fato, uma Odontologia de primeiro mundo.
Abaixo descrevo sucintamente a atuação na ABO e no CRO em prol da Odontologia.

ATUAÇÃO NA ABOSC

Quanto a Escola de Aperfeiçoamento Profissional da ABOSC (a EAP-ABOSC). Em nossa gestão na ABOSC foi criada e inaugurada com festa de fato a Escola de Aperfeiçoamento Profissional da ABOSC. Ela existia de direito desde os tempos do saudoso Dr. Samuel Fonseca e do Dr. Polidoro. Funcionava nos finais de semana nas dependências da UFSC. Finalmente inaugurada a Escola, a existência de uma biblioteca era exigência do CFO. Assim foi criada talvez a primeira biblioteca de escola com acesso remoto, via internet, à biblioteca da USP. Na sua inauguração a EAP-ABOSC contava com 15 equipamentos DABI, top de linha, 15 mochos da Olsen, 2 compressores industriais, aparelho de radiografia, e tudo o mais necessário para uma escola como funcionários, telefone, mobiliário, etc. Posteriormente nas gestões do Dr. José Martins Cardoso e Dr. Jorge Cobra a Escola foi ampliada e teve a sede mudada de endereço.

Quanto à sede campestre da ABOSC. 

A sede campestre da ABOSC está (ainda) localizada na estrada para Jurerê, na Ilha de Santa Catarina. Na sua manutenção e engrandecimento trabalharam vários presidentes em exercício da ABOSC. Foi adquirida pelo Dr. Elmo Bittencourt e lá foi construído o salão principal pelo saudoso Dr. Dilson Amaro Altoff. Na gestão do Dr. Saulo Jabor foi construído o primeiro campo de futebol. Na gestão do Dr. Claudio Fontes e do Dr. Casemiro Martins, foi adquirido ou recuperado todo o mobiliário interno, louças, talheres, etc. Tivemos a honra de mandar construir o resto (casa de caseiro, vestiários, quiosques, implantação do campo de futebol maior, melhoria do campo menor, ajardinamento, iluminação externa, etc.). Foi duplicada a via de acesso e executado o calçamento do estacionamento ao redor da sede. Após consulta aos sócios da ABOSC foi feito todo o planejamento de utilização daquele maravilhoso espaço de 30.000,00m2 prevendo inclusive quadra de tênis e de bocha, dentre outros. O Dr. Paulo Cesar Calazans executou excelente reforma de todo o espaço interno do salão principal. Muitos outros ex-presidentes fizeram melhorias importantes como o tratamento de efluentes na gestão da Dra. Nádia Maria Fava. 

Quanto ao fornecimento de água para a sede campestre

A sede campestre não tinha água e dependia de captação de água de chuva. A maior demanda em dias de festas era suprida pela intervenção do Dr. Saulo junto ao corpo de bombeiros. Cientes do problema e da dependência que até mesmo inviabilizava o uso em eventos com maior público, contratamos empresa para prospectar água do subsolo (sistema de ponteiras), mas a água apresentava grande concentração de enxofre e metais pesados. Gestionamos e finalmente conseguimos junto à CASAN (Companhia de Águas) a ligação da sede á sua rede geral. O problema foi definitivamente solucionado.

Quanto à rede elétrica da sede campestre

Quanto à rede elétrica era famoso o fato de que ou se utilizava a iluminação do campo de futebol ou os chuveiros dos banheiros. Ambos ao mesmo tempo causava a queda da rede elétrica. Ficávamos sem luz e a iluminação do campo demorava mais de 10 minutos para retornar. Gestionamos e conseguimos gratuitamente junto á Celesc um novo transformador, redimensionamos a fiação elétrica e solucionamos o problema.

ATUAÇÃO NO CROSC

Trabalhamos no CRO por mais de mais de 8 (oito) anos nas gestões do Dr. Sidney Legat, do Dr. Paulo Nicolazzi e do Dr. Vilson Steinwandter. Atendendo a determinação do Dr. Sidnei iniciamos a implantação do sistema de computação no CRO aos moldes do que tínhamos feita na ABOSC. Em pouco tempo vimos o CROSC sair da era pré-computador e avançar a passos largos em direção ao que se espera de um Conselho de Classe. Na gestão do Dr. Paulo, a pedido do CFO, representamos a Odontologia brasileira na Primeira Assembleia Nacional de Especialidades Odontológicas (1ª ANEO), na qual tivemos a honra de ter sido um dos sete membros do comitê organizador. Também a 
pedido do CFO fomos um dos membros da Comissão Tríplice destinada a determinar os parâmetros a serem defendidos pela Odontologia brasileira nos acordos do MERCOSUL que se iniciava na época.
Na gestão do Dr. Paulo, com base na distribuição geopolítica da ABOSC (que presidíamos na época) iniciamos a verdadeira interiorização do CROSC. Planejamos e determinamos as futuras sedes das Delegacias Regionais do CRO. Escolhemos as cidades polo: Chapecó, Lages, Joinville, Criciúma, Blumenau ou Itajaí e, alternativamente, a região do planalto norte em Canoinhas. Já na gestão do Dr. Vilson compramos a primeira delas, em Chapecó. A partir daí materializou-se a realidade atual. Se hoje você não precisa se deslocar até Florianópolis por um mero carimbo em um documento, tenha certeza que tudo se iniciou em decisões como esta.
Ass.: Robson Guimarães de Aquino

QUANTO À CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS.

A CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS é constituída pelos seguintes cirurgiões dentistas:

Robson Guimarães de Aquino CROSC 1218 endodontista

Renato Mario Finardi CROSC 1198 clínico geral

Célio Manoel da Silva CROSC 1307 endodontista

Margareth M. Zapelini de Souza CROSC 1231 clínica geral

Cezar Mauricio Ferreira CROSC 2767 

Candidatos Suplentes

Rogério Góes CROSC 2316 mestrando Saúde Pública

Luiz Carlos de Assis CROSC 2854 periodontista

Marcelo Loureiro Orlando CROSC 3276 

Celso Dotto CROSC 2191 

Humberto Luiz Olsen CROSC 2907

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