quarta-feira, 12 de novembro de 2014

CHAPA 2 – NOVOS CAMINHOS – Questões Importantes


Os membros da CHAPA NOVOS CAMINHOS atuam diretamente na Odontologia, não somos professores de cursos de atualização ou de especialização e nos dispomos a trabalhar em prol da nossa profissão.
Consideramos que isto permite uma melhor análise e uma discussão com maior isenção e lucidez a respeito da qualidade, qualificação e objetividade dos currículos e dos preços de cursos de graduação e de ensino continuado.
A nossa chapa é eclética. É composta por 6 (seis) profissionais autônomos, por 2 (dois) profissionais que ocupam por concurso cargos públicos e por 2 (dois) profissionais com emprego na iniciativa privada.
Consideramos que isto possibilita uma melhor avaliação da realidade da profissão, diametralmente oposta a falsa realidade vendida por muitos cursos de ensino continuado.
Busca e ocupação dos espaços disponíveis dentro da sociedade.
Consideramos válido o ditado: “quem não é visto não é lembrado”. O interesse manifestado pelo cliente por tratamentos e avaliações é diretamente proporcional à exposição em mídias, especialmente ao ser informado via rádio, jornal e televisão sobre aspectos referentes à odontologia. A divulgação é fundamental para possibilitar o acesso à informação assim como para gerar a consciência da necessidade.
A interiorização do CRO - primórdios
Há mais de vinte anos, por iniciativa nossa, começou-se a verdadeira interiorização. Estabelecemos como meta a compra de sedes no interior do estado o que foi realizado conforme o planejado. Se hoje você, cirurgião dentista do interior, pode buscar a Delegacia Regional do CROSC, tenha claro que a medida foi por nós sugerida e implementada, com base na distribuição geopolítica existente na ABOSC da época em que a presidimos.
A verdadeira interiorização
Não cremos que a interiorização esteja completa. Cremos que a nomeação de delegados deve (e o faremos) basear-se na escolha por eleição direta dos representantes, via lista tríplice ou quíntupla a ser encaminhada ao CROSC.
Odontologia – estágio atual – venda dos imóveis da ABOSC
Observando-se criticamente consideramos que a Odontologia é paciente em estágio terminal. Exemplificamos informando que na última Assembleia Geral da ABOSC (á duras penas e para decepção de todos os que realmente contribuíram para a aquisição) APROVOU-SE A VENDA DE TODO O PATRIMÔNIO da entidade. Impõe-se que, com a maior rapidez possível, seja realizado um diagnóstico, estabelecido um planejamento e encetado um tratamento buscando não apenas a sobrevivência, mas a cura. O tempo urge.
Diferenças entre médicos e dentistas
Médicos têm carga horária e salários diferenciados. Existem planos de governo para contratação de milhares de profissionais por milhares de reais. E os dentistas? E questões como insalubridade, periculosidade e tantas outras?
Com a resposta ... você.

Atenciosamente, CHAPA 2 – NOVOS CAMINHOS

terça-feira, 11 de novembro de 2014


Fazer campanha não é nada barato. Custo com etiquetas da grande Florianópolis do CROSC: R$ 98,95; custo com a Gráfica (apenas 2.000 impressos): R$ 580,00; custo com os Correios(para 1830 postagens): R$ 1.086,55. 

Contestação da CHAPA 2 quanto ao apoio da ABOSC á Chapa 1


Exmo Prof. Dr. Jorge Seara Polidoro
Mui Digníssimo Presidente da Comissão Eleitoral do CROSC



Sr Presidente.

Eu, Robson Guimarães de Aquino, representante da chapa 2, homologada para concorrer na eleição para escolha do novo quadro diretivo do CROSC, dirijo-me a esta douta Comissão Eleitoral com o objetivo de dirimir dúvidas e questionamentos e apresentar fatos relacionados com o pleito eleitoral marcado para o dia 17 de novembro de 2014.
Alguns fatos, que merecem a qualificada atenção e subido discernimento desta Comissão, foram trazidos ao nosso conhecimento e têm gerado insegurança quanto a importantes aspectos relacionados com a clareza e legitimidade a ser perseguida no desenvolvimento do processo eleitoral do CROSC.
Ressaltamos que a reconhecida competência, a lisura e a respeitabilidade desta Comissão Eleitoral por si só superam a preocupação e nos asseguram, segundo as próprias palavras de nosso estimado presidente, “a certeza de um pleito tranquilo e ético”. Da mesma forma minimiza a nossa preocupação a consideração que nutrimos pelo ilustre Representante e pelos membros da CHAPA 01 que, como sempre frisamos, não consideramos opositora.
Assim, no intuito maior de propiciar aos inadvertidamente envolvidos nos episódios abaixo descritos a chance de prestar os esclarecimentos que julgarem cabíveis e de terem preservado o seu legítimo direito de defesa, sem maiores considerações passamos aos fatos conflitantes.
Ressalte-se que a situação, a nosso ver, desencadeante ocorreu na reunião convocada por esta Comissão Eleitoral para o dia 28 de outubro de 2014, que objetivava dirimir dúvidas e estabelecer diretrizes a serem discutidas, conhecidas e respeitadas no período do pleito.
Nesta data, como é do conhecimento desta Comissão, aberta a Assembleia um dos membros da CHAPA 1 (e não seu representante legal) ao tomar a palavra passou a expor sua contrariedade e o seu posicionamento quanto a potenciais denuncias anônimas envolvendo desrespeito à legitimidade e a ética no que refere ao material de divulgação eleitoral por eles produzido. Naquele momento, sob o estranhamento deste Representante da chapa 02 e aparentemente dos próprios membros do plenário, a informação foi liminarmente desconsiderada por impertinência em relação à pauta da reunião.
Contrariando e entendimento do Presidente da Comissão Eleitoral, do Representante da Chapa 2 e do próprio plenário, o ilustre membro da chapa 1 persistiu na sua esclarecedora e lúcida exposição referindo-se textualmente ao fato de que o material de campanha da CHAPA 1 foi produzido pela empresa Editora Ponto da qual inclusive seria  fundador e sócio (salvo entendimento errôneo de nossa parte).
Naquele momento nos declaramos surpresos com a denuncia que a priori não conhecíamos e, inclusive, constrangidos pela manifestação do ilustre colega. Como representante oficial da chapa 2, não tínhamos tomado conhecimento prévio, não endossávamos tal alegação por considerá-la descabida e não tínhamos encaminhado qualquer gestionamento a respeito.
Ocorre que, frente a potencial gravidade dos fatos elencados, fomos surpreendidos ao sermos informados que o dito material de campanha foi recebido através de entrega feita pelos Correios por vários profissionais ainda na quinta feira, dia 23 de outubro de 2014 (salvo engano do declarante). Esta data correspondia ao curto período de menos de dois dias após a publicação da ata da Assembleia Extraordinária (publicação feita em 21 de outubro de 2014). A ata.
Considere-se como a data de inicio da campanha eleitoral no dia 22 de outubro já que a ata da Assembleia Extraordinária que homologou as chapas concorrentes ao pleito foi publicada no final da tarde do dia 21 de outubro de 2014. Esta Ata referia-se também ao prazo de três dias legalmente previstos para a impugnação de candidatos ou/e chapas, postergando sob este aspecto o inicio do período de divulgação de campanhas para o dia 25 de outubro de 2014.
Assim, o prazo inicial de campanha em 22 de outubro, a divulgação chegou aos destinatários dentro de um prazo exíguo de menos de dois dias. Considerando-se por outro lado que a campanha deveria começar ao fim do prazo de três dias para impetração de recurso, ou seja, em 25 de outubro de 2014, a divulgação chegou com dois dias de antecipação.
Neste prazo decorrido até o recebimento dos documentos deve-se computar o tempo de postagem nos Correios, a centralização pelo órgão distribuidor, a entrega e o recebimento do documento pelo destinatário. Certamente um marco na qualidade dos Correios e sem dúvida um record nacional. Isto sem dúvida constitui um padrão FIFA de entrega de correspondências não qualificadas como urgentes.
De posse do referido “folder” de divulgação da CHAPA 1 fomos tomados de nova surpresa ao constatarmos que o material foi postado nos Correios sob a chancela da ABOSC (chancela esta correspondente ao responsável pelo pagamento da postagem ou pelo selo).
Estes fatos constatáeis por esta qualificada Comissão Eleitoral, passou a gerar justificável constrangimento frente ao possível desrespeito à paridade de direitos democraticamente previstos em uma concorrência justa e igualitária, tão necessária em todos os pleitos eleitorais, mormente ao se tratar de eleição para o CROSC, que deve antes de tudo primar pelo respeito à norma e à ética.
Neste momento relembra-se que a divulgação da eleição para o CROSC foi publicada no Diário Oficial do Estado de Santa Catarina em 19 de setembro de 2014. Neste mesmo dia 19 de setembro a chapa agora conhecida como CHAPA 1 efetivou a sua inscrição. Fato interessante ao se considerar que não é legitimo ou aceito o dito “uso da maquina” para o beneficio de um dos concorrentes. O Representante da chapa constatou a publicação no “diário que ninguém lê” e efetivou a inscrição a tempo de obter o direito de ostentar o número 1 na chapa (a que primeiro se inscreve). Isto parece, à primeira vista, flertar perigosamente com a ilegalidade.
Considerando-se a possível gravidade dos fatos e o respeito aos concorrentes, todos amigos ou ao menos colegas de profissão, cabe reafirmar alguns aspectos legais, dentre outros, pertinentes ao feito. 
Inicialmente cumpre ressaltar que regimentalmente a Comissão Eleitoral legalmente constituída sobrepõe-se ao próprio presidente do CRO, independentemente deste participar ou não da nominata de chapa concorrente. Neste sentido ressalta-se a Resolução CFO-80/2007, publicada em 12 de dezembro de 2007 que trata especificamente do Regimento Eleitoral, revoga e substitui o dispositivo anterior, e que se encontra em vigor.
O título III da Resolução trata do pleito nos Conselhos Regionais.
No artigo 38, caput e no parágrafo segundo este documento determina que:
Art. 38. O Conselho Regional, obrigatoriamente, deverá constituir uma Comissão Eleitoral composta de 05 (cinco) cirurgiões-dentistas, sob a presidência de um deles, sendo vedada à participação na mesma de Conselheiro Regional.
(...)
§ 2º. A partir da nomeação da Comissão Eleitoral, todas as atribuições do Presidente do Conselho Regional constante deste Regimento, passarão a ser por ela exercidas, exceto a nomeação de relator, a convocação e a presidência da Reunião Extraordinária do Plenário para examinar e decidir sobre o processo de inscrição de chapas.
Assim, durante todo o pleito eleitoral até o encerramento de suas atividades que culminará com a lavratura e aprovação da Ata dos trabalhos, a Comissão Eleitoral (e seu presidente em especial) são os órgãos máximos responsáveis pela lisura, legalidade e legitimidade dos atos envolvidos na escolha da nova diretoria do CROSC.
O artigo 47 deste Regimento estabelece que
Art. 47. A inscrição de chapa deverá anteceder de 30 (trinta) dias à data marcada para a eleição.
A eleição foi marcada para o dia 17 de novembro de 2014. A data limite para a inscrição de chapas foi fixada pelo CROSC em 20 de outubro de 2014.
O artigo 50 estabelece prazo para deferimento ou não das chapas inscritas nos seguintes termos:
Art. 50. O Conselho Regional realizará reunião extraordinária do Plenário para examinar e decidir sobre o processo de inscrição de chapas.
§ 1º. A reunião extraordinária será realizada dentro de 72 (setenta e duas) horas, contadas desde o encerramento do prazo de inscrição de chapas.
O Art. 51 estabelece a publicação das chapas e nominatas deferidas pelo plenário do CRO.
Art. 51. As chapas inscritas constarão de edital a ser afixado na sede do Conselho Regional, imediatamente após a reunião a que se refere o artigo 50, e publicado, resumidamente, em jornal de grande circulação.
A Reunião Extraordinária convocada para a homologação das chapas foi realizada e publicada a Ata em mural do CROSC no dia 21 de outubro de 2014.
O artigo 53 trata da impugnação apenas regimental de membros ou da chapa considerando-se situações intrínsecas relativas a este momento eleitoral. Ressalta-se que fatos desconhecidos e/ou escusos não podem se beneficiar da aplicação desta regra restritiva de direitos, para burlar a própria moralidade e a ética que envolve todo o processo eleitoral. Segundo o brocardo romano, “a ninguém é dado beneficiar-se de sua própria torpeza” (guardadas as devidas proporções).
A nosso ver uma possível IMPUGNAÇÃO DA CHAPA 1 sob tal aspecto prescinde de momento e de regra específicos quanto a data e ao número de subscritores e depende exclusivamente da veracidade ou não dos fatos elencados. Em direito os principios se sobrepõe a propria regra. A moralidade e a ética são principios basilares do CFO e dos CROs. Ao CROSC é inarredável e indeclinável o dever de preservar o princípio da ética e da moralidade.
Art. 53. A impugnação de integrante ou de chapa poderá ser feita dentro de 03 (três) dias úteis, contados desde a afixação do edital na sede do Conselho Regional.
Cita-se, por oportuno que, segundo relatos milenares, Julio César, o homem mais poderoso do mundo em sua época, nos idos do século I A.C., assim esclareceu o seu entendimento quanto à suspeita de adultério de sua esposa Pompéia, “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. Por analogia ao CRO não basta ser moral e ético, é preciso também parecer ser moral e ético.
Assim senhores membros desta Comissão Eleitoral, salvo melhor análise, o pleito eleitoral propriamente dito inicia-se com a publicação da ata da Assembleia que deferiu a inscrição de chapas concorrentes. Reafirma-se que esta publicação foi afixada no mural do CROSC em 21 de outubro de 2014. Conta-se (ou não) a partir desta data o prazo de 3 (três) dias úteis para impugnação das chapas. Numa das hipóteses a campanha eleitoral se iniciaria em 22 de outubro de 2014; na outra o inicio do prazo eleitoral se daria a partir do dia 25 de outubro de 2014.
Antes desta data limite inicial descumpre falar em período de divulgação de chapas e, portanto, de propaganda eleitoral. Até o efetivo preenchimento destes pre-requisitos legais ao nosso ver as chapas concorrentes não estão legitimamente qualificadas e endossadas para o concurso eleitoral.
Ressaltamos que, não se julgando esta Comissão Eleitoral qualificada para decidir quanto aos fatos conflitantes aqui elencados, o art. 91 do Regimento Eleitoral do CFO estabelece que:
Art. 91. Os casos omissos neste Regimento serão decididos pelo Plenário do Conselho Federal.
Relembrando Senhor Presidente da Comissão Eleitoral do CROSC e senhores membros, segundo informação prestada (conforme entendemos) em vossas ilustres presenças pelo presidente do CROSC e membro da chapa 01, Dr. Élito Araujo, o material de divulgação da Chapa 01 foi produzido, pago e postado por ele próprio, primando seus atos pela lisura e pela ética, citando textualmente a Editora Ponto da qual seria sócio.
Posteriormente a esta declaração e justificativa que naquele momento consideramos extemporânea e desnecessária, os fatos suprarreferidos e abaixo citados nos chegaram ao conhecimento. Trata-se em verdade de informes e situações que poderiam até mesmo macular a lisura e a ética necessária às disputas eleitorais democráticas do CROSC.
Frente aos fatos, sob pena de IMPUGNAÇAO DA CHAPA 1 e de ser encetada ação e processo ético contra os responsabilizados impõe-se a comprovação da inocencia, da boa fé e da legitimidade relativa aos fatos elencados.
Reafirmamos que mais do que presumida a moralidade e a ética dos ilustres oponentes, a quem sempre respeitamos, faz-se necessário disponibilizar o seu direito legítimo e o seu dever de prestar os esclarecimentos cabíveis, sendo este o entendimento desta douta Comissão Eleitoral do CROSC.
Desta forma, por comunicação em mãos próprias ou, não sendo isto possível ou por alguma razão recomendável, por edital a ser publicado na sede do CROSC ou outra forma legal,

A -  REQUER-SE A CONVOCAÇÃO DO ILUSTRE REPRESENTANTE DA CHAPA 01, PROF. DR. CLÉO NUNES DE SOUZA para que preste as informações necessárias e comprove por documentação pertinente sua versão sobre os fatos elencados:
A1- Comprovação mediante nota fiscal contendo data, da contratação por si próprio enquanto Representante ou por membro da chapa 1 do trabalho de criação e produção do material de campanha da CHAPA 1;
A2- Comprovação mediante apresentação de recibo do efetivo pagamento ou do parcelamento do pagamento do trabalho gráfico produzido, considerando-se, na ausência da comprovação, a possível participação indevida do responsável pela referida gráfica na eleição do CROSC;
A3- Comprovação do respeito aos prazos legais de produção de material de campanha e de divulgação da CHAPA 1 concorrente ao pleito de 17 de novembro de 2014 do CROSC;
A4- Comprovação documental da data em que foi postado na Empresa de Correios o material de campanha da CHAPA 01.
A5- Comprovação de pagamento pelo envio de material pelos Correios mediante apresentação da nota fiscal e da cópia do cheque de pagamento ou do débito na conta corrente para a quitação dos serviços prestados.

B - Complementarmente requer-se a CONVOCAÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ODONTOLOGIA, SECÇÃO DE SANTA CATARINA, DR. LESSANDRO KIELING E DO DIRETOR TESOUREIRO DA ASSOCIAÇÃO, DR. CLAUDECIR CALIXTO DOS SANTOS JUNIOR ou seus substitutos legais para prestar esclarecimentos e comprovar documentalmente, sob pena de ação e processo ético a ser encetado por esta Comissão Eleitoral ou pelo Presidente do CROSC uma vez oficialmente cientes dos fatos, quanto ao que segue:
B1- Declaração a respeito da utilização da chancela da ABOSC para postagem do material de campanha da CHAPA 01;
B2- Cópia da ata de diretoria da ABOSC que autorizou a utilização do serviço de Correios contratado pela ABOSC para divulgação de material de campanha eleitoral ao CROSC, material este que deve ser considerado legalmente como material com fim particular e não com fim associativo;
B3- Copia da convocação, divulgação e ata da Assembleia Geral da ABOSC que decidiu apoiar a CHAPA 1 e autorizar o envio de material de campanha de uma das chapas concorrentes ao pleito do CROSC;
B4- Cópia da documentação enviada pela ABOSC aos membros ou ao Representante da chapa 2 a respeito da decisão de apoiar (ao menos através de disponibilização de meios) a CHAPA 01 na eleição do CROSC;
B5- Esclarecimentos quanto a não informação e a não disponibilização dos mesmos meios aos membros da chapa 2, também sócios legítimos da ABOSC;
B6- Cópia do contrato de prestação de serviços entre a Empresa de Correios e Telégrafos – ECT - e a ABOSC que permita a utilização por terceiros das facilidades relacionadas com por este tipo de contrato citando-se a título de exemplo os preços diferenciados e a maior presteza (rapidez) nos serviços;
B7- Cópia do cheque da ABOSC de pagamento da postagem e envio das correspondências suprarreferidas;
B8- Comprovação da data em que o representante da ABOSC depositou nos Correios o material de campanha da CHAPA 01;
B9- Requer-se finalmente e no mesmo ato, sendo este o entendimento desta Comissão Eleitoral, a acareação entre o REPRESENTANTE DA CHAPA 01 e dos supracitados REPRESENTANTES DA ABOSC para dirimir dúvidas e informações conflitantes.

Complementarmente ao acima requerido
Requer-se o recebimento da presente denuncia e dos documentos que se anexa e a suspensão dos prazos processuais e do próprio processo eleitoral do CROSC;
Requer-se a convocação por esta Comissão Eleitoral de reunião extraordinária, com a urgência que os fatos e o momento exigem, com o fim específico de tratar do tema proposto;
Requer-se   a intimação do Representante da Chapa 01 para que possa prestar os esclarecimentos e comprovar os fatos que considere necessários;
Requer-se a intimação do presidente e do tesoureiro da ABOSC para prestar os esclarecimentos e comprovar os fatos que julguem necessários;
Requer-se  a intimação do Conselho Fiscal da ABOSC para prestar os esclarecimentos e comprovar os fatos que julguem necessários;
Comprovados os fatos e a culpa requer-se o posicionamento desta Comissão Eleitoral e do Presidente do CROSC quanto a possível abertura de ação e processo ético envolvendo todos os responsáveis pelos atos em desacordo com as boas normas e a ética eleitorais, citando-se dentre outros o Representante da Chapa 1, o Presidente e o Tesoureiro da ABOSC;
Requer-se a análise e o posicionamento desta Comissão Eleitoral sobre o uso abusivo de meios pela CHAPA 1 e o desrespeito aos prazos de campanha;
Comprovados os fatos requer-se finalmente a IMPUGNAÇÃO DA CHAPA 1, concorrente a eleição de 17 de novembro de 2104 ao CROSC ou o envio dos autos ao CFO para posicionamento superior, com a necessária suspensão da eleição do CROSC.
Anexa-se ao presente o material divulgado pela CHAPA 1.

Termos em que se pede deferimento,
Em Florianópolis, 29 de outubro de 2014.
Atenciosamente,

Robson Guimarães de Aquino

CROSC 1218 - Representante da CHAPA 2 no pleito do CROSC

Repensar a Odontologia.


Observando-se criticamente consideramos que a Odontologia é paciente em estágio terminal. Impõe-se que, com a maior rapidez possível, seja realizado um diagnóstico preciso, que seja estabelecido um planejamento amplo e encetado um tratamento buscando não apenas a sobrevivência, mas a cura. O tempo urge.

Quanto á interiorização do CROSC

A mais de vinte anos, por iniciativa nossa, começou-se a verdadeira interiorização do CRO. Estabelecemos como meta prioritária a compra de sedes no interior do estado, no oeste, no sul, no norte e no planalto, o que foi realizado paulatinamente, conforme disponibilidade econômica. Se hoje você, cirurgião dentista do interior, pode evitar deslocar-se até a capital para solucionar problemas e questões de seu interesse junto ao CROSC e alternativamente buscar a delegacia do CRO de sua região, tenha claro que a medida foi por nós sugerida e implementada, com base na distribuição geopolítica existente na ABOSC da época em que a presidi.

Não cremos, no entanto, que a interiorização esteja completa. Cremos que deverá (e o faremos) passar pela escolha por eleição direta dos seus representantes regionais, via lista tríplice ou quíntupla a ser encaminhada à diretoria do CROSC. Acreditamos que somente com delegados regionais representativos e vinculados à realidade de suas bases, o interior poderá ser representado com qualidade e autoridade junto ao CROSC.

CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS

Quanto a CHAPA NOVOS CAMINHOS concorrente à eleição ao CROSC


A nossa chapa é eclética. É composta por 6 (seis) profissionais autônomos, por 2 (dois) profissionais que ocupam sob concurso cargos públicos e por 2 (dois) profissionais com emprego na iniciativa privada.
Torna-se assim possível o vislumbre da realidade da Odontologia catarinense sob enfoques diferentes e complementares. Ressalta-se mais uma vez que todos atuam efetivamente na nossa profissão.
Todos são moradores da grande Florianópolis. Cremos que a necessária interiorização da Odontologia não depende de participação direta na chapa de profissional do interior. A diretoria do Conselho é composta por apenas 10 (dez) profissionais. Muitas reuniões em conselho são demoradas, muitas são rápidas, muitas são de urgência. A presença de profissional do interior, que naturalmente precisa deslocar-se de sua cidade até a capital, acaba restringindo-se ao mínimo necessário. Este fato, a nosso ver, acarreta menos benefícios do que o necessário e gera sobrecarga para os membros da grande Florianópolis. Cumpre lembrar que as condições de nossas estradas são frequentemente precárias. Um risco desnecessário seria imposto ao membro que precisasse se deslocar duas ou mais vezes por semana até a sede do CRO durante os dois anos de gestão. 

Eleição para o CROSC. Vote CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS


Neste momento permita-me um momento de personalismo, já que sou o candidato a presidência do CROSC. Formei-me em Odontologia em dezembro de 1978. Sou especialista em endodontia. Sou egresso de escola pública. Tive a honra de ter sido o primeiro colocado para o vestibular de Odonto. Sou também advogado inscrito na OABSC. Fui secretário e posteriormente presidente da ABOSC por quase doze (12) anos. Fui tesoureiro e presidente da Comissão de Tomada de Contas do CROSC por mais de 8 (oito) anos. Abaixo descrevo sucintamente a atuação na ABO e no CRO em prol da Odontologia.
Quanto a Escola de Aperfeiçoamento Profissional da ABOSC (a EAP-ABOSC)
Em nossa gestão na ABOSC foi criada de fato a Escola de Aperfeiçoamento Profissional da ABOSC (a EAP-ABOSC). Ela existia de direito desde os tempos do saudoso Dr. Samuel Fonseca e do Dr. Polidoro. Funcionava nos finais de semana nas dependências da UFSC. Finalmente inaugurada a Escola, a existência de uma biblioteca era exigência do CROSC. Assim foi criada talvez a primeira biblioteca de escola com acesso remoto, via internet, à biblioteca da USP.
Na sua inauguração a EAP-ABOSC contava com 15 equipamentos DABI, top de linha, 15 mochos da Olsen, 2 compressores industriais, aparelho de radiografia, 15 armários de trabalho completos (com depósito, pia, etc.) para os alunos e tudo o mais necessário para uma escola como funcionários, telefone, mobiliário, etc. Posteriormente nas gestões do Dr. José Martins Cardoso e Dr. Jorge Cobra a Escola foi ampliada e teve a sede mudada de endereço.
Quanto à sede campestre da ABOSC.
A sede campestre da ABOSC está localizada na estrada para Jurerê, na Ilha de Santa Catarina. Nela trabalharam e colaboraram vários presidentes em exercício da ABOSC. Foi adquirida pelo Dr. Elmo Bittencourt e lá foi construído o salão principal pelo saudoso Dr. Dilson Amaro Altoff. Na gestão do Dr. Claudio Fontes e Dr. Casemiro Martins, foi adquirido ou recuperado todo o mobiliário interno, louças, talheres, etc.. Tivemos a honra de mandar construir todo o resto (casa de caseiro, vestiários, quiosques, implantação do campo de futebol maior, melhoria do campo menor (este construído na gestão do Dr. Saulo Jabor). Foi duplicada a via de acesso executado o calçamento do estacionamento ao redor da sede. Foi feito todo o planejamento de utilização daquele espaço de 30.000,00 m2 e executado o ajardinamento. O Dr. Paulo Calazans executou excelente reforma de todo o espaço interno do salão principal. Assim também muitos outros ex-presidentes fizeram melhorias importantes como o tratamento de efluentes mandado executar na gestão da Dra. Nádia Fava.
Quanto ao fornecimento de água para a sede campestre
Para a utilização geral a sede não tinha água e dependia de captação de água de chuva. A maior demanda em dias de festas só era suprida pela intervenção do Dr. Saulo junto ao corpo de bombeiros. Cientes do problema e da dependência que até mesmo inviabilizava o uso em eventos com maior público, contratamos empresa para prospectar água do subsolo (sistema de ponteiras), mas a água apresentava grande concentração de enxofre e metais pesados. Gestionamos e finalmente conseguimos junto à CASAN (Companhia de Águas) a ligação da sede á sua rede geral. O problema foi definitivamente solucionado.
Quanto à rede elétrica da sede campestre
Quanto à rede elétrica era famoso o fato de que quando se utilizava a iluminação do campo de futebol (iniciada na gestão do Dr. Saulo, continuada na dos Drs. Claudio e Casemiro e concluída na nossa gestão), ou quando eram usados os chuveiros dos banheiros a rede elétrica caia – ficávamos sem luz e a iluminação do campo demorava mais de 10 minutos para retornar. Gestionamos e conseguimos junto á Celesc um novo transformador, redimensionamos e refizemos toda a fiação elétrica e afastamos definitivamente o problema.
No CROSC
Trabalhamos no CRO na gestão do Dr. Sidney Legat, do Dr. Paulo Nicolazzi e do Dr. Vilson Steinwandter. Foram mais de 8 (oito) anos de efetivo trabalho. Vimos o nosso Conselho sair da era pré-computador e avançar a passos largos em direção ao que se espera de um Conselho de Classe.
Atendendo a determinação do Dr. Sidnei iniciamos a implantação do sistema de computação no CRO. Na gestão do Dr. Paulo, a pedido do CFO, representamos a Odontologia brasileira na Primeira Assembleia Nacional de Especialidades Odontológicas (1ª ANEO). Na ANEO fomos um dos sete membros do comitê organizador. Também a pedido do CFO fomos um dos membros da Comissão Tríplice destinada a determinar os parâmetros a serem defendidos pela Odontologia brasileira nos acordos do MERCOSUL.

Em 17 de novembro de 2014 vote CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS

Eleições  para o CROSC - Apresentação inicial da CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS


Prezado colega
Tomamos a liberdade de entrar em contato para informar sobre a inscrição de nossa CHAPA NOVOS CAMINHOS, composta com a finalidade de concorrer ao pleito para a renovação do quadro dirigente do nosso Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina.
O pleito será realizado no dia 17 de novembro de 2014.
Os membros da CHAPA NOVOS CAMINHOS atuam diretamente na Odontologia, não são professores de cursos de atualização ou de especialização e se dispõem a trabalhar em prol da nossa profissão.
Não nos descrevemos como chapa de oposição. Temos amigos na outra chapa e em todos os rincões de Santa Catarina. Não combatemos alguém em especial. Pretendemos o crescimento da Odontologia e a busca dos dias de gloria vividos por nossa profissão e pelos profissionais de antigamente. Preocupa-nos em especial o ditado “Pai rico, filho nobre, neto pobre”.
Com extrema preocupação consideramos que dias nebulosos já nos envolvem e que nuvens ainda mais escuras aproximam-se.
Não temos visto os nossos representantes buscando e ocupando os espaços disponíveis dentro da sociedade. Preocupa-nos que estejamos  trilhando caminhos que, infelizmente, podem nos levar ao ostracismo.
A labuta nos consultórios encontra-se em visível crise. Os honorários, em franco decréscimo, tornam-se mais e mais aviltantes. Consideramos que o Conselho, as Associações de Classe e os Sindicatos precisam estar alertas para mares revoltos que, mais que se anunciam, se fazem presentes em opressiva realidade constatável já no dia a dia.
A busca de soluções em toda sociedade democrática vincula-se à escolha de representantes aptos. Pelo voto. Para o CROSC vote CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS

Eleições e mudanças


Abertas as urnas, contados os votos, a constatação estarrecedora: nas últimas eleições a nação brasileira decidiu congelar e manter por mais quatro anos o momento social, político e econômico atual.
Isto significa que para o brasileiro médio a situação está boa. Na verdade, considerando-se o resultado proporcional, nem tanto assim, mas suficientemente boa para que não compense o risco da mudança. Mudar para que, afinal? Hoje quem precisa e até mesmo quem não precisa – os critérios são fluidos e elásticos – tem acesso fácil e sem compromisso à bolsa (miséria). E os demais continuam patrioticamente financiando este plano de futuro para o país. Mais miséria mais bolsa, mais bolsa mais miséria. E uma elite já esquálida sustenta com seu esforço e capital (e com a pecha de culpada) as benesses do poder central. E assim caminha a humanidade.
Quanto à Odonto, uma pergunta que não quer calar e que certamente carrega em si o germe da própria resposta. A situação geral da Odontologia é a que você esperava? As coisas estão bem? As perspectivas são boas? Os salários e os honorários são condizentes com o que historicamente sempre foi realidade? É uma boa idéia estimular os teus filhos a seguirem a tua profissão?
Se a resposta for sim para a maioria das perguntas, a solução está posta: siga o caminho fácil (e perverso) da decisão nacional. Estabilidade no poder significa manutenção de idéias, de diretrizes e de futuro. Significa muito mais do mesmo. E significa, enfim, ausência de oposição.
Mas se por outro lado, hipoteticamente falando, as coisas já não parecerem tão bem assim, o futuro já não parecer tão promissor, se voce começa a perceber nuvens escuras no horizonte (ou até no zênite) e que tempos difíceis (pelos quais não se pode culpar a conjuntura externa) potencialmente se avolumam, talvez seja momento de parar, repensar e possivelmente até mesmo assumir o risco e o esforço conjunto de mudar a trajetória.
A inércia é lei fundamental da física – mas não muda nem o movimento, nem a sua ausência, nem a estabilidade e nem a probabilidade de um futuro predefinido. Forças internas ou externas podem mudar a trajetória, mas elas precisam ser aplicadas. Precisam de intensidade e de frequência. A resultante sempre será diretamente proporcional ao momento e ao sentido.
Se ao olhar para o lado você perceber que outras profissões (especialmente as da área da saúde) evoluem, ocupam espaços, agregam valores junto aos seus membros e junto à sociedade; se perceber que a tua parece estagnada, talvez estes sejam sérios sinais e sintomas, talvez ainda não patognomônicos, mas consideráveis, de diagnóstico preocupante. Apenas relembrando dois pequenos alertas: - a cada ano novos empregos são oferecidos à medicina (Mais Médicos – salário R$ 10.000,00 – e não se consegue atender à demanda, carecendo de aporte de profissionais do exterior); - a cada novo ano mais e mais obras são construídas na ACM. Em tempos de glória a medicina já ombreou com a Odontologia; hoje, possivelmente, já nem nos enxergam mais pelo retrovisor.
Enquanto isto na última Assembléia Geral da ABOSC decidiu-se sem o menor pudor ou constrangimento pela venda de TODO o patrimônio da entidade. Mais de 50 anos de história. Tudo pelo ralo. Triste fim...
Falecendo a velha e boa senhora, os conscientes com tristeza murmurarão: que descanse em paz Odonto, teve vida breve (pouco mais de cem anos), mas honrada. Foi um longo e sofrido definhar. Para outros, menos avisados, será apenas um momento de perplexidade, de estupor e certamente, em constrangedor silencio, poderá ser ouvido: Nossa, morreu é? Do que? Até ontem parecia tão bem, tão cheia de vida, tão saudável!
Pode ser apenas uma avaliação alarmista de um isolado visionário do apocalipse. Mas, como nos melhores filmes de suspense, tudo pode ser real.
Quem não planeja seu futuro não deveria se sentir no direito de reclamar do próprio presente.
Em 17 de novembro exerça com orgulho e responsabilidade seu direito/dever. VOTE. Mas não vote especialmente em alguém, vote pensando em você mesmo e na sua profissão.
Abraço. CHAPA 2 – NOVOS CAMINHOS. R.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O que você espera dos novos conselheiros?

Manifeste sua opinião, sua resposta e mesmo sua pergunta, escrevendo um comentário logo abaixo.
Chapa 2 Novos Caminhos.
Vem com a gente!

sábado, 1 de novembro de 2014

Ética e excelência na governança: além das noções de mal feito e bem feito.


Muito se confunde, no senso comum, a ética com a moral. Isto se explica, muito embora possa ser admitida uma certa sinonímia entre ambos os conceitos e uma interpenetração. A primeira - ETOS - é essência, é ser na mais profunda reflexão filosófica e científica deste fato. A segunda - moral - é fenômeno social e objeto de análise da primeira. Uma é eterna e a outra é contingencial. Ambas se comunicam entre si ou, se preferir, se inter cambiam como conceitos pareados que são.

A palavra ética é proveniente do grego e a palavra moral do latim, pois era assim que os antigos nomeavam o campo de reflexão sobre o "costume" dos homens, sua validade, sua legitimidade, sua desejabilidade e exigibilidade. Portanto, temos aí um tema global antigo mas que não ficou velho. Diria até, pelo menos àqueles buscadores sedentos por clareza e sentido para a vida, que tal tema trata-se de uma sempre vigorosa novidade, pedra fundamental que está sempre prenhe de riqueza, lançando as bases para atitudes nobres muito mais pela beatitude das ideias que o indivíduo cultiva e acolhe no seu íntimo do que na caducidade da letra de códigos legais confusos; a espada fria da lei vista do lado de fora.

Vale dizer que toda a organização social humana tem uma moral e isso suscita indagações pois trata-se de normas de conduta. Uma indagação válida que pode trazer as claras questões vitais incide sobre suas origens, seus fundamentos, sua legitimidade. Esse é o papel da ética como ciência e trilho para o exercício filosófico. E é aqui que a sutileza, uma vez captada por você, pode trazer a mudança seja para legitimar um projeto de governo, seja para aquiescência de um projeto - as vezes sutil - de poder. Mas o que é um e o que é outro? A resposta sempre vem com a prática e o tempo, pois um proporá serviço e o outro servidão. O primeiro constrói; o segundo se locupleta.

Mas para além das noções de mal feito e bem feito, qualquer que seja a minha prática pessoal, não tenho dúvida de que faz parte do destino da espécie humana, em seu gradual aperfeiçoamento para a transcendência, deixar o "canibalismo social", tal como as tribos selvagens deixaram de se comer entre si, quando entraram em contato com os mais civilizados.

"Quando um homem - mulher - dá ouvidos às sugestões levíssimas, mas constantes, de seu gênio interior, que certamente são verdadeiras, ele não sabe a que extremos, ou mesmo a que loucura, pode ser levado; e no entanto é aí, à medida que se torna mais firme e fiel, que se encontra o caminho. A objeção convicta de um homem saudável, por mais frágil que seja, com o tempo prevalecerá sobre os argumentos e os costumes da humanidade. O gênio interior jamais extraviou quem o seguisse. Mesmo que resulte uma fraqueza física, ninguém poderá dizer que as consequências foram lamentáveis, pois era uma vida em conformidade com princípios mais elevados." H. D. Thoreau


NOVOS CAMINHOS!
Vem com a gente!!

Carta aberta aos colegas dentistas - CHAPA 2


Prezado colega (carta aberta)

Antes de mais nada proponho um desafio a você. Todas as pessoas com quem falei disseram e reafirmaram que dentista não gosta de ler, que dentista não lê. Eu sou dentista (me orgulho disto) e leio e gosto de ler. E escrevo e gosto de escrever. Assim, em desacordo com os que pensam diferentemente, proponho um desafio: que você se disponha a ler este texto (nem tão longo assim) para que possa posicionar-se a respeito dele e do tema abrangido e que possamos discutir a respeito quando a oportunidade se talvez você possa estar sendo tomado de surpresa (como nós, por isto alertamos) que foi marcado para o dia 17 de novembro de 2014 o pleito de renovação do quadro dirigente do nosso Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina. Assim, tomamos a liberdade de entrar em contato para informar sobre a inscrição da CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS, composta por profissionais que atuam diretamente na Odontologia. Não somos professores de cursos de atualização, de especialização ou de faculdades e nos dispomos a trabalhar exclusivamente em prol da nossa profissão.

Nos da CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS não nos descrevemos como oposição. Temos amigos na outra chapa e em todos os rincões de Santa Catarina. Não combatemos alguém em especial. Pretendemos o crescimento da Odontologia e a busca dos dias de gloria vividos por nossa profissão e pelos profissionais de antigamente. 
Com extrema preocupação consideramos que dias nebulosos envolvem o exercício da Odontologia e que nuvens ainda mais escuras aproximam-se. Preocupa-nos em especial o ditado “Pai rico, filho nobre, neto pobre”.

Há muito tempo não temos visto os nossos representantes buscando e ocupando os espaços disponíveis dentro da sociedade. Preocupa-nos que estejamos trilhando caminhos sem volta que, infelizmente, podem nos levar ao ostracismo. Por outro lado, com a mesma preocupação, vemos crescer em número e qualidade os eventos em busca da venda de serviços e na busca do lucro. A labuta nos consultórios encontra-se em visível crise. Os honorários, em franco decréscimo, tornam-se mais e mais aviltantes. Consideramos que o Conselho, as Associações de Classe e os Sindicatos precisam estar alertas para mares revoltos que, mais que se anunciam, se fazem presentes em opressiva realidade.Temos uma certeza quanto ao futuro: a busca de soluções em toda a sociedade democrática vincula-se à escolha de representantes aptos. Propomos a alternativa pelo voto na CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS. 

Neste momento permita-me um momento de personalismo, já que sou o candidato à presidência do CROSC. Formei-me em Odontologia em dezembro de 1978. Sou especialista em endodontia. Sou egresso de escola pública. Tive a honra de ter sido o primeiro colocado para o vestibular de Odonto. Sou também advogado inscrito na OABSC. Fui secretário e posteriormente presidente da ABOSC por quase doze (12) anos. Fui tesoureiro e presidente da Comissão de Tomada de Contas do CROSC por mais de 8 (oito) anos. Atuamos ferrenha e abnegadamente junto com amigos fiéis até o ano de 1994 quando deixei a ABOSC e o CROSC. Na ABOSC deixei tudo pago e mais aproximadamente trinta e cinco mil dólares (naquela época o dólar valia muito) em caixa para a compra do terreno ou para a construção da sede da EAP. Nestes tempos ABO e CRO poderiam ser considerados ricos, organizados e, poder-se-ia dizer, dignos de orgulho. Ambos reconhecidos tanto pela comunidade odontológica quanto pela sociedade em geral. Crescemos com consistência, prospectamos e ocupamos todos os espaços disponíveis e, via de consequência, propiciamos ao cliente de nossos consultórios a segurança de que Santa Catarina tinha, de fato, uma Odontologia de primeiro mundo.
Abaixo descrevo sucintamente a atuação na ABO e no CRO em prol da Odontologia.

ATUAÇÃO NA ABOSC

Quanto a Escola de Aperfeiçoamento Profissional da ABOSC (a EAP-ABOSC). Em nossa gestão na ABOSC foi criada e inaugurada com festa de fato a Escola de Aperfeiçoamento Profissional da ABOSC. Ela existia de direito desde os tempos do saudoso Dr. Samuel Fonseca e do Dr. Polidoro. Funcionava nos finais de semana nas dependências da UFSC. Finalmente inaugurada a Escola, a existência de uma biblioteca era exigência do CFO. Assim foi criada talvez a primeira biblioteca de escola com acesso remoto, via internet, à biblioteca da USP. Na sua inauguração a EAP-ABOSC contava com 15 equipamentos DABI, top de linha, 15 mochos da Olsen, 2 compressores industriais, aparelho de radiografia, e tudo o mais necessário para uma escola como funcionários, telefone, mobiliário, etc. Posteriormente nas gestões do Dr. José Martins Cardoso e Dr. Jorge Cobra a Escola foi ampliada e teve a sede mudada de endereço.

Quanto à sede campestre da ABOSC. 

A sede campestre da ABOSC está (ainda) localizada na estrada para Jurerê, na Ilha de Santa Catarina. Na sua manutenção e engrandecimento trabalharam vários presidentes em exercício da ABOSC. Foi adquirida pelo Dr. Elmo Bittencourt e lá foi construído o salão principal pelo saudoso Dr. Dilson Amaro Altoff. Na gestão do Dr. Saulo Jabor foi construído o primeiro campo de futebol. Na gestão do Dr. Claudio Fontes e do Dr. Casemiro Martins, foi adquirido ou recuperado todo o mobiliário interno, louças, talheres, etc. Tivemos a honra de mandar construir o resto (casa de caseiro, vestiários, quiosques, implantação do campo de futebol maior, melhoria do campo menor, ajardinamento, iluminação externa, etc.). Foi duplicada a via de acesso e executado o calçamento do estacionamento ao redor da sede. Após consulta aos sócios da ABOSC foi feito todo o planejamento de utilização daquele maravilhoso espaço de 30.000,00m2 prevendo inclusive quadra de tênis e de bocha, dentre outros. O Dr. Paulo Cesar Calazans executou excelente reforma de todo o espaço interno do salão principal. Muitos outros ex-presidentes fizeram melhorias importantes como o tratamento de efluentes na gestão da Dra. Nádia Maria Fava. 

Quanto ao fornecimento de água para a sede campestre

A sede campestre não tinha água e dependia de captação de água de chuva. A maior demanda em dias de festas era suprida pela intervenção do Dr. Saulo junto ao corpo de bombeiros. Cientes do problema e da dependência que até mesmo inviabilizava o uso em eventos com maior público, contratamos empresa para prospectar água do subsolo (sistema de ponteiras), mas a água apresentava grande concentração de enxofre e metais pesados. Gestionamos e finalmente conseguimos junto à CASAN (Companhia de Águas) a ligação da sede á sua rede geral. O problema foi definitivamente solucionado.

Quanto à rede elétrica da sede campestre

Quanto à rede elétrica era famoso o fato de que ou se utilizava a iluminação do campo de futebol ou os chuveiros dos banheiros. Ambos ao mesmo tempo causava a queda da rede elétrica. Ficávamos sem luz e a iluminação do campo demorava mais de 10 minutos para retornar. Gestionamos e conseguimos gratuitamente junto á Celesc um novo transformador, redimensionamos a fiação elétrica e solucionamos o problema.

ATUAÇÃO NO CROSC

Trabalhamos no CRO por mais de mais de 8 (oito) anos nas gestões do Dr. Sidney Legat, do Dr. Paulo Nicolazzi e do Dr. Vilson Steinwandter. Atendendo a determinação do Dr. Sidnei iniciamos a implantação do sistema de computação no CRO aos moldes do que tínhamos feita na ABOSC. Em pouco tempo vimos o CROSC sair da era pré-computador e avançar a passos largos em direção ao que se espera de um Conselho de Classe. Na gestão do Dr. Paulo, a pedido do CFO, representamos a Odontologia brasileira na Primeira Assembleia Nacional de Especialidades Odontológicas (1ª ANEO), na qual tivemos a honra de ter sido um dos sete membros do comitê organizador. Também a 
pedido do CFO fomos um dos membros da Comissão Tríplice destinada a determinar os parâmetros a serem defendidos pela Odontologia brasileira nos acordos do MERCOSUL que se iniciava na época.
Na gestão do Dr. Paulo, com base na distribuição geopolítica da ABOSC (que presidíamos na época) iniciamos a verdadeira interiorização do CROSC. Planejamos e determinamos as futuras sedes das Delegacias Regionais do CRO. Escolhemos as cidades polo: Chapecó, Lages, Joinville, Criciúma, Blumenau ou Itajaí e, alternativamente, a região do planalto norte em Canoinhas. Já na gestão do Dr. Vilson compramos a primeira delas, em Chapecó. A partir daí materializou-se a realidade atual. Se hoje você não precisa se deslocar até Florianópolis por um mero carimbo em um documento, tenha certeza que tudo se iniciou em decisões como esta.
Ass.: Robson Guimarães de Aquino

QUANTO À CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS.

A CHAPA 2 - NOVOS CAMINHOS é constituída pelos seguintes cirurgiões dentistas:

Robson Guimarães de Aquino CROSC 1218 endodontista

Renato Mario Finardi CROSC 1198 clínico geral

Célio Manoel da Silva CROSC 1307 endodontista

Margareth M. Zapelini de Souza CROSC 1231 clínica geral

Cezar Mauricio Ferreira CROSC 2767 

Candidatos Suplentes

Rogério Góes CROSC 2316 mestrando Saúde Pública

Luiz Carlos de Assis CROSC 2854 periodontista

Marcelo Loureiro Orlando CROSC 3276 

Celso Dotto CROSC 2191 

Humberto Luiz Olsen CROSC 2907

Divisando o vulto dos HOMENS da Grécia antiga: quando um vale para mim cem mil e nada a multidão.

A história política recente (dos últimos 2.549 anos), de modo geral, reforça a tese de que uma grave crise de representatividade desestabiliza governos, mercados e as relações sociais; aprofundando a pobreza, a ignorância, a dor... e segue a perverter relações, quando o truque dos homens, sistematicamente, sugere uma lógica predatória de uns para com outros, em ideologias macabras e doutrinas várias; a maioria delas antagônicas, opostas e, ainda, perigosamente belicosas. Algo assim, mais para "balaio de lobos" do que para "balaio de gatos", numa espécie de antropologia negativa do homem-massa.

Desculpe se a minha "régua" está meio fora da escala usual. E talvez duplamente fora, dirão alguns modernos. Afinal, dois mil anos é tempo demasiadamente longo pra se chamar algo de "recente", principalmente quando ligado a política. E outra: é uma régua "desgraçada" a minha que de tão tendenciosa só tem medida pra tragédia, dirão outros. Mas, não se apresse. Sim, se esforce por seguir lendo. Tragédias tem também coisas muito estimulantes e inspiradoras, principalmente aos moldes não perenes da GREGA onde morte é MORTE, justiça é JUSTIÇA, injustiça é INJUSTIÇA. Sobretudo, há ainda a causa imanente, e não transitiva, de todas as coisas: DEUS, que preside atento - e muito -  a assembléia dos deuses.

Mas por que os números quebrados - 2.549 anos - fazendo referência ao passado distante dos dias atuais?
R.: É que por essa época viveu Heráclito, filósofo grego, um dos grandes antes de Sócrates. E foi por esse tempo que ele escreveu a obra "Sobre a Natureza", obra esta dividida em três discursos: um sobre o universo, outro sobre política e ainda outro sobre teologia. Conta o historiador Diógenes que Heráclito fez uma dedicatória e depositou o livro no grande templo de Ártemis (uma das sete maravilhas do mundo), notoriamente ali porque lugares como aquele guardavam grandes tesouros e permitiam apenas a privados o acesso ao que se guardava. Dizem que Heráclito foi intencionalmente obscuro "afim de que só se aproximassem dele - do livro -  aqueles que podiam fazê-lo, e de que nenhum tom fácil não o expusesse ao desprezo do vulgo"1. Ele que já havia dito: "Por que quereis arrastar-me por todos os lados, ó iletrados? Não para vós escrevi, mas para quem pode compreender. Um vale para mim cem mil, e nada a multidão."

 Informações mais recentes  dão conta de que "até ao tempo de Plutarco e Clemente de Alexandria, ou até antes, o pequeno livro de Heráclito estava disponível na sua forma original a qualquer leitor que o desejasse consultar"2. Diógenes mesmo diz: "o livro adquiriu tal fama que produziu seguidores da sua filosofia que foram designados de heraclitianos."

Umberto, meu ilustríssimo xará - ele tem Eco e eu não... embora eu tenha o "h" coisa que ele não tem... mas isso não altera o fonema -, no seu livro Diário Minimo, pergunta primeiro e atira depois:

"ONDE IREMOS PARAR?" 

Agora o tiro:
"Mas Heráclito desapareceu, e seu livro foi aberto a todos os símios sabichões que desejem aproximar-se dele através de resenhas e das notas de pé de página. E seus discípulos são mais sabidos do que ele. O que significa que a multidão venceu Heráclito, e nós assistimos hoje, entristecidos, ao triunfo do homem-massa. Se nosso ânimo ainda não se aridificou, basta percorrer a ágora, em um dia qualquer; se a angústia não te embargou a garganta (mas a alguém ainda é dado esse precioso bem?), e se, vítima do mimetismo mundano, não te associares aos euforicões que rodeiam o último filosofeiro de passagem por alguma praça pública, poderás ver aqueles que foram outrora os homens da Grécia,..."1


1- ECO, Umberto. Diário Mínimo. Rio de Janeiro Rj: Record, 2012. 403 p. Tradução de Joana Angélica D'Avila e Sérgio Flaksman.
2- Kahn, Charles. The Art and Thought of Heraclitus: Fragments with Translation and Commentary. London: Cambridge University Press, 1979. 1–23 pp.

Nossas propostas iniciais







  • Atuar no sentido da aproximação aos colegas prestando-lhes esclarecimentos referentes à atuação do CROSC buscando superar a lógica da mera cobrança de anuidade;
  • Fazer com que a assistência jurídica do Conselho esteja mais próxima dos colegas e dos profissionais auxiliares nas questões afetas à sua atuação profissional e responsabilidades jurídicas inerentes a seu desempenho, enquanto profissional de saúde;
  • Refletir, em conjunto com os demais colegas, a respeito dos papeis das Associações de Classe, do Sindicato dos Odontologistas e do CROSC;
  • Estabelecer um canal permanente de comunicação com os colegas, principalmente os do interior, criando-se uma ouvidoria para a prestação de informações diversas;
  • Reforçar a atuação das Delegacias Regionais do CROSC em cidades do interior;
  • Criar eleições para a composição dos membros das Delegacias Regionais do CROSC;
  • Atuar junto aos alunos de graduação, levando ao conhecimento dos futuros colegas noções de responsabilidade profissional, dentre outros tópicos que farão parte de sua atuação, enquanto cirurgiões dentistas;
  • Promover a ocupação de espaços relativos à atuação profissional do cirurgião dentista, como por exemplo, o uso das mídias de comunicação (televisão, rádio, jornal, etc), permitindo maior visualização da classe e sua importância no processo de saúde da população. A ocupação de espaços objetivará facilitar e otimizar a participação de cirurgiões dentistas para falar a respeito de assuntos como halitose, câncer bucal, doenças dos tecidos moles bucais, dentre outros.